Claro! Porque insegurança é só outra palavra para ciúmes, não é? (Pergunta retórica com altas doses de ironia).
A insegurança não nasce da quantidade de pretendentes atrás da sua pessoa. Também não tem de ver com falta de autoconfiança. Até porque você pode ser uma Shakira da vida (alguém tem dúvidas da beleza e do talento dessa mulher?) e ainda assim ser traída e/ou trocada.
Não quero dizer que sentir-se inseguro é completamente culpa do outro. Todos têm suas questões pessoais. Mas grande parte do nosso sentimento de segurança depende da pessoa com quem estamos. Como podemos confiar no outro ou em nós mesmos quando somos invalidados? Mesmo que não haja ninguém "dando em cima" da pessoa, a desconfiança vem e nos perguntamos "será que ela me ama e quer estar comigo?".
Se tivéssemos essa certeza, não temeríamos nada. Creio até que deixaríamos de ter tanto sentimento de posse, o único que parece dispersar o medo da perda. A "síndrome de exclusividade" não nasce daí? Dizemos e impomos "é meu e só meu" para ter o direito de afugentar pretendentes e tirar a liberdade da pessoa com quem estamos.
Assim, os pronomes possessivos que usamos antes de pessoa, namorado(a), esposo(a) deixam de ter conotação sentimental e de estima - como em "meu caro amigo" -, e passam a ter somente o sentido que lhes dá nome: posse.
Mas, um relacionamento saudável, que cultiva a segurança, deixa o outro desimpedido para ser um indivíduo em si mesmo e livre para se relacionar sem que isso se traduza em traição ou abandono, porque tem-se a confiança e a segurança de que é o amor que leva e traz a pessoa.
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