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Mostrando postagens de maio, 2022

give me real don't give me fake

Doutora, eu só queria gostar de quem também gosta de mim. É pedir muito, eu sei. É difícil-quase-impossível. Nem eu mesmo gosto de mim. Posso me contentar com alguém que pelo menos não vá embora. Que me leve pra casa e fique. Nem preciso que fale nada. O silêncio não me assusta. O que me assusta é a total ausência. Total ausência. Não é solitude. É solidão que me angustia. Existe remédio contra a solidão? Existe alguma droga? Só o amor? E amor sobrevive ao desgosto? Pra amar é preciso gostar? E daí que me faz mal, às vezes? Sempre há quem diz, depois de um porre: "nunca mais eu bebo", e está no próximo rolê bebendo todas. Doutora, eu só queria transpor essa distância entre o que sou e o que quero ser; entre o sonho e a realidade; entre o desejo e a satisfação; entre a projeção e o concreto.  Look at earth from outer space Everyone must find a place Give me time and give me space Give me real, don't give me fake

o nome da vida

Gosto muito de música. Demais mesmo. Poucos são os momentos em que não estou com algum som no ouvindo. Gosto mais ainda de música ao vivo. Ao vivo . Live . Música ao vivo pulsa e faz pulsar. Todos os sentimentos sonoros se amplificam. Se uma música me faz chorar, eu verto o dobro de lágrimas se ela é tocada ao vivo. Foi o que aconteceu na última sexta-feira, dia 6. No Museu de Arte Contemporânea da UFC, aconteceu um concerto da camerata de cordas da universidade.  O tema era músicas que compõem as trilhas sonoras dos filmes do Studio Ghibli. Começou com "Itsumo Nando Demo", música que fecha o filme As viagens de Chihiro, talvez o mais querido de todo o público. Impossível não se arrepiar. Seguiu-se com Inochi No Namae, do mesmo filme, e aí é que não pude não desabar. Todos os momentos de desamparo e solidão em que ouvia essa música em loop  emergiram e trouxeram com eles lágrimas que acreditava não haver mais. Acreditava ter chorado tudo, daqueles momentos. Acreditava ter o p...